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CONTROLE DE GESTÃO: QUAL A IMPORTÂNCIA?

Já imaginou para que serve o controle de gestão? Pois é, de nada adianta criar um alinhamento estratégico, definir com clareza os norteadores e objetivos da empresa de acordo com a visão, mas não controlar como está o desempenho e quão perto está de atingir cada objetivo planejado.

Muitas vezes, vemos as empresas focando seus esforços em lugares que não irão levar a lugar algum. E a tomada de decisão da organização vem sendo fundamentada em poucas informações sobre o que de fato está acontecendo.

Nesse sentido, a maneira que encontramos para medir o quanto as ações do dia a dia estão sendo efetivas para o crescimento e aprimoramento da empresa é por meio do controle de gestão. Assim, o controle de gestão se dá por indicadores e, antes de saber como controlá-los, é importante sabermos o que controlar. Independente do tamanho da empresa, recomenda-se começar por poucos e bons indicadores, e aqui o mais importante é a qualidade do que a quantidade.

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Controle de gestão: como funciona?

Um bom controle de gestão é efetivo em mostrar o quanto estamos nos aproximando da visão e objetivos estratégicos. Por isso, precisamos iniciar pelo planejamento estratégico, ou seja, planejar. 

Assim, para começar, escolha alguns indicadores principais e decida como ele será medido, qual é a ferramenta que será utilizada para isso e quem é o responsável por coletar cada indicador regularmente. Aqui, o mais importante é deixar esse processo de coleta o mais claro possível aos envolvidos e que haja uma constância nesta coleta.

Além disso, também é importante definir o processo de análise dos indicadores – acumulado ou mensal, em reuniões com apresentações em gráficos ou apenas o analítico? Independente do formato de apresentação, é necessário escolher e ter a disciplina para que, com o tempo, vá se formando um histórico dos indicadores. Dessa forma, com o tempo vamos conseguir atrelar metas e direcionar melhor a tomada de decisão no dia a dia.

Vale ressaltar que há três principais níveis de indicadores: estratégicos, táticos e operacionais. Recomendamos começar pelos estratégicos e, à medida que a empresa vai amadurecendo o processo, vá envolvendo outros níveis de liderança e áreas para incluir na sua rotina o controle dos seus indicadores. 

Alguns exemplos de indicadores que medem a Rentabilidade do negócio: 

  1. Faturamento 
  2. EBITDA 
  3. Ponto de Equilíbrio 

De presença no mercado: 

  1. Ticket-médio 

Indicadores de OPERAÇÃO: 

  1. Valor em estoque 
  2. Perdas 
  3. Retenção de Pessoas 
  4. Clima organizacional
  5. Custo por atendimento 

Indicadores que medem a satisfação das pessoas são importantes para garantir a sustentabilidade interna a longo prazo. Afinal, não é apenas o faturamento o responsável por dizer se a empresa anda bem.  

Controle de gestão: como analisar a sua efetividade?

A melhor maneira de realizar o processo de análise é agendar uma reunião periódica com os líderes das áreas cujos indicadores serão analisados. Assim, à medida que desdobramos para indicadores táticos e operacionais, mais pessoas podem ser envolvidas caso necessário. Além disso, defina um responsável por engajar a equipe e organizar o material. Procure fazer no início de cada mês, junto à reunião de resultados mensais.

No momento da análise, é importante relembrar os objetivos a que cada indicador está atrelado. Outro fator fundamental são as metas de cada indicador. Assim, quando a empresa tiver um histórico interessante, será possível atrelar metas que irão nortear o executado do mês e o foco do próximo. Os resultados foram efetivos no mês em relação a meta? Ficamos longe ou perto?

Uma tática para analisar os indicadores é comparar meses, períodos e fazer correlações entre eles. Podemos ver, por exemplo, o ticket médio: ele aumentou ou diminuiu em relação ao mês passado? E se analisarmos a sazonalidade, ele está acima ou abaixo ao mesmo período do ano que passou? E mais do que apenas ver os fatos, o que podemos fazer para aumentar o ticket-médio no próximo mês?

Além disso, pode-se atrelar o ticket-médio ao número de clientes no mês. Aumentou ou diminuiu? Como o faturamento aumentou se o ticket médio diminuiu? É porque tiveram mais clientes? Isso é positivo ou negativo para a organização?

É nesse sentido que existem dois tipos de indicadores: os de resultado e os de esforço. O número de clientes pode ser visto como esforço do marketing, ou de esforço da equipe de atendimento, enquanto que o ticket-médio pode ser visto como resultado: Quão efetiva a equipe de vendas é oferecendo produtos complementares e em argumentos de venda. Pode-se perceber ao longo do tempo a necessidade de troca e disposição dos produtos. 

Além disso, os indicadores são importantes para medir a saúde da empresa e, quando bem arranjados, são chave para uma visão holística das áreas estratégicas da organização. E você? Já pensou em iniciar o controle dos seus indicadores? Que tal iniciar pelos estratégicos?

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