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PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO: SETE ETAPAS PARA UM PLANEJAMENTO SIMPLES E QUE GERA RESULTADOS

Ainda que o planejamento estratégico seja um dos temas mais falados da gestão – percebe-se que muitas empresas, principalmente as pequenas e médias, ainda não conseguem conduzir esse processo de maneira efetiva – e de maneira que o mesmo sirva como base para gestão ao longo do período. Esse artigo, então, tem como objetivo desmistificar algumas questões sobre esse processo – bem como apresentar um pequeno passo a passo de como implementá-lo nas empresas.

– ANTES DE COMEÇAR – ALGUMAS QUESTÕES IMPORTANTES:

PLANO PRÁTICO: Um plano estratégico, para ser efetivo, não precisa e nem deve ser complexo. O que acontece é que a maior parte dessa teoria está voltada para o contexto de grandes empresas – e acaba sendo excessivo para o contexto das PME’s. O principal foco do planejamento, então, deve estar em planejar uma tomada de decisões – e fazer com que a empresa esteja preparada para o próximo período. O mais importante, ainda, é que esse planejamento seja prático e fácil de ser implementado. Ou seja, melhor algo simples e que seja implementado do que matrizes e conceitos que ficam apenas no papel!

PERÍODO: A maior parte das empresas acaba desenhando um planejamento de logo prazo (3 a 5 anos) e que seja desdobrado no período de pelo menos um ano. Nossa sugestão, neste ponto, é pensar a longo prazo (mas mais importante que definir um prazo é conseguir fazer revisões dessa estratégia periodicamente) mas desdobrar ações em períodos menores (3 meses, por exemplo). Isso faz com que o planejamento não fique “velho” e facilita a implementação.

ENVOLVIMENTO: Costumamos dizer que a gestão e o planejamento devem ser feitos por etapas. Ou seja, não adianta querer faz um super planejamento, envolver a empresa inteira e desdobrar metas por pessoas se a empresa nunca fez um processo de planejamento. Sendo assim, melhor começar de maneira mais simples e ir tornando o processo mais complexo à medida que a empresa desenvolve um aprendizado sobre o tema.

– COMO IMPLEMENTAR?
1) PROBLEMAS ESTRATÉGICOS

O primeiro passo para desenvolver um planejamento é entender quais os problemas estratégicos da empresa. Nós costumamos dizer que os problemas estratégicos são aqueles que impedem o crescimento da empresa. Geralmente se tem clareza desses problemas olhando para o ambiente interno e externo e entendendo gaps e fraquezas. Por exemplo, se a minha operação não é rentável (não possui EBITDA positivo – leia mais em http://www.4cinco.com/2017/10/09/ebitda-2/) não adianta eu querer lançar um novo produto. Ou seja, o problema estratégico deste ciclo é primeiro tornar a operação rentável. Uma empresa que costuma analisar e discutir seus resultados constantemente geralmente já possui clareza desses problemas. Caso contrário se recomenda um processo de diagnóstico antes de prosseguir.

2) ALINHAMENTO ESTRATÉGICO

Com a clareza dos problemas estratégicos, o primeiro passo para o planejamento é fazer um alinhamento sobre a estratégia da empresa. Aqui existem vários elementos e modelos que podem ser usados. Para simplificar, o principal é chegar a um acordo sobre qual o norte da empresa: qual a missão – o que a empresa faz e qual o propósito? Qual a visão e o sonho da empresa, onde ela quer chegar? Quais são os nossos valores, o que a empresa não abre mão na tomada de decisões? O mais importante nesse processo é ter clara qual a visão da empresa – que será usada para desdobrar o caminho e próximos passos. Aqui também pode ser desenhado o modelo de negócio pretendido, os ciclos e marcos estratégicos – de maneira a deixar claro o caminho de crescimento, etc.

3) MODELO DE GESTÃO – OBJETIVOS E INDICADORES

Definida a visão da empresa, nesta etapa deve ser estruturado o modelo de gestão do negócio. Ou seja, para atingir essa visão, quais objetivos e indicadores a empresa precisa acompanhar e controlar? Dependendo do tamanho e do momento da empresa, esse modelo de gestão pode ser desdobrado em vários níveis: estratégico, gerencial, operacional – ou por áreas e pessoas. Aqui lembra-se que os objetivos devem ser mais amplos e qualitativos – enquanto os indicadores (vinculados a objetivos) definem como cada objetivo será medido.

Exemplo: se o objetivo é aumentar a penetração de mercado, os indicadores serão mais comerciais: faturamento, ticket-médio, efetividade comercial, etc. Se for aumentar ou obter rentabilidade, os indicadores serão mais financeiros: EBITDA, margem líquida, giro de caixa, etc.

4) METAS

Com os indicadores definidos, o próximo passo é definir metas para cada um deles. A meta, então, é o “conteúdo” de cada indicador e deve definir o valor (GAP) a ser atingido e o prazo de atingimento. Aqui recomenda-se entender qual o gap entre o resultado atual do indicador e o desejado. Importante considerar o histórico da empresa no indicador e a capacidade da empresa. Por exemplo: se eu defino que quero dobrar o faturamento em um ano, devo ter clareza se possuo os recursos necessários para isso. Caso contrário a meta perde a função de ser uma projeção de expectativa e vira uma definição irreal.

5) PLANOS DE AÇÃO

Com a clareza de objetivos e metas – devem ser estabelecidos os planos de ação. Ou seja, essa é a etapa de definir o que será feito para atingir os resultados. A recomendação aqui é organizar as ações em “projetos” e cuidar para definir bem os desdobramentos: quais entregáveis, prazos, responsáveis de cada projeto? Essas perguntas devem estar claras para o plano de ação ser passível de ser implementado.

6) ORÇAMENTO

A etapa de orçamento, ou plano financeiro, é quando são feitas as projeções de receitas, custos e despesas que vão mostrar se o planejamento vai gerar (financeiramente) os resultados desejados. Aqui é importante considerar cenários: se eu não atingir a meta financeira, por exemplo, como fica o meu orçamento de despesas?

Leia mais em: http://www.4cinco.com/2016/07/18/passo-a-passo-para-ter-controle-sobre-as-financas-da-sua-empresa/

 

7) CONTROLE – REUNIÕES, MARCOS, COMEMORAÇÕES E REVISÕES

Por fim, e não menos importante, o exercício de planejamento deve considerar como será feita a etapa de controle da gestão. Ou seja, devem ser definidos como serão as reuniões para controle de indicadores, plano de ação e resultados financeiro e também quais serão os marcos e comemorações de metas – este último é importantíssimo para deixar o planejamento “vivo” na empresa. É importante, nesta etapa, também considerar como e quando o planejamento será revisto. Nossa sugestão é revisar a parte estratégica em um ano e os planos de ações, metas e orçamento a cada três meses.

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