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Finanças para PME’s: por onde começar?

Sempre quando vamos fazer um diagnóstico sobre a gestão nas empresas olhamos para três diferentes métricas: financeiras, clientes e colaboradores. Essas métricas representam uma maneira de visualizar e entender alguns princípios básicos do andamento do negócio – além de auxiliar na configuração dos principais problemas estratégicos enfrentados pela empresa.

As métricas financeiras, por sua vez, são o momento de olhar para os números da empresa e fazer a leitura sobre o passado, presente e futuro traduzidos em uma série de indicadores. A importância de visualizar esse cenário consiste no entendimento de uma estrutura básica financeira com referências certas – e, com isso, fazer o reflexo dessa análise em cima da satisfação e expectativa dos acionistas.

Os números da empresa abordados de maneira isoladas não geram qualquer análise financeira embasada para que a organização consiga tomar decisões. Empresas podem gerar lucros, caixa, ter um bom faturamento e, ao mesmo tempo, ter um custo de oportunidade não favorável e que pode disfarçar a viabilidade e sustentabilidade do negócio.

Um dos exemplos que melhor elucida essa análise são os índices elevados da Taxa Selic e dos riscos (jurídicos, contábeis, estratégicos e de mercado) que as organizações enfrentam e, muitas vezes, não são mensurados. Uma empresa no Brasil precisa ser extremamente rentável para conseguir superar todos esses obstáculos – e ser viável não significa, necessariamente, gerar um caixa positivo.

Em um contexto mais específico, empresas podem gerar caixa e não necessariamente darem lucros – e outras que dão lucros, não geram caixa e quebram. Não é uma regra, mas grande parte das pequenas e médias empresas acabam por prender a atenção em números isolados como o caixa, mas que pode muitas vezes não representar no seu contexto os valores reais da empresa.

Como forma de não termos uma visão míope sobre as finanças das empresas, o Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE) é utilizado como uma ferramenta complementar ao Fluxo de Caixa. O caixa acaba sendo extremamente importante porque é o grande responsável pela falências dos negócios. Contudo, o que se tem em caixa não é, necessariamente, o que a empresa tem de resultado.

A lógica por competência utilizada no DRE auxilia na compreensão dessa diferença, exemplo: as empresas não contabilizam no seu caixa o 13o dos seus funcionários no meses ao longo do ano que não sejam novembro e dezembro, mas todos os meses do ano têm 1/12 da competência desse valor; ou seja, esse valor está no seu caixa, mas é do seu funcionário.

O DRE, além de trazer essa outra visão sobre os resultados da empresa, também auxilia às organizações a extraírem uma série de indicadores gerenciais que são essenciais nas tomadas de decisões. Esses indicadores são grandes aliados da gestão, justamente por conduzirem estratégias com informações científicas e não apenas por oportunidades e ansiedade dos seus empreendedores.

Alguns indicadores são inerentes a qualquer negócio: EBTIDA, Margem Líquida e Valor do Capital Empregado. Claro que dependendo do segmento existem uma série de outras peculiaridades e informações importantes que devem ser utilizadas de maneira a complementar a análise dos indicadores mencionados.

A essência desse texto, contudo, procura apenas provocar a busca das informações financeiras com suas devidas referências e comparações, tornando a leitura desses números subsídios para o melhor entendimento da gestão do negócio. Os dados coletados na etapa de métricas financeiras servem como elementos gerenciais para tomadas de decisões nas empresas, por isso é extremamente importante que exista essa conscientização sobre a estruturação dessa análise e quais indicadores melhor representam o seu negócio.

Sendo assim, o entendimento dos indicadores certos de cada negócio é um passo importante para conquistar uma boa leitura sobre os números da empresa. Nos próximos posts nós vamos aprofundar o caminho para a análise desses indicadores – que, embora tenham inúmeras características diferentes em cada negócio, o conceito acaba seguindo uma mesma lógica.

 

 

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